segunda-feira, 15 de julho de 2013

O BRASIL TORNA-SE REPÚBLICA



O BRASIL TORNA-SE REPÚBLICA 

     A república sempre fora uma velha aspiração dos brasileiros. Em 1789, na Inconfidência Mineira, em 1817 e 1824, em Pernambuco, em 1835, no Rio Grande do Sul (República de Piratini), ardente se manifestou o ideal republicano. Várias foram as causas que apressaram seu advento, tais como o descontentamento do Exército contra o Império e a abolição da escravatura. Dentre os muitos vultos que pugnaram pela mudança de regime, devemos destacar: Benjamin Constant, Marechal Deodoro da Fonseca, Silva Jardim, Rui Barbosa, Prudente de Morais, Quintino Bocaiúva, Campos Sales, Francisco Glicério, Lafaiete Rodrigues, Saldanha Marinho, Lopes Trovão, Aristides Lobo, Cristiano Otoni, Ferreira Viana, Rangel Pestana e Miranda de Azevedo. 
     Fato importante foi a famosa Convenção de Itu, em 1873, onde começaram a destacar-se Prudente de Morais, Campos Sales (que foram eleitos, em 1855, deputados à Câmara Temporária, como os primeiros deputados republicanos), Francisco Glicério e Américo de Campos. Este, com Rangel Pestana, fundo o jornal “A Província de São Paulo (hoje, “O Estado de São Paulo”), enquanto Júlio Ribeiro se batia através de seu jornal “A Procelária”, de fugaz existência. Em Minas Gerais, a propaganda também foi forte, sendo ali eleito deputado republicano, em 1885, Álvaro Botelho. 
     No Rio Grande do Sul, em 1884, Júlio de Castilho fundava o jornal, “A Federação”, apoiada por Assis Brasil. Em 1888, já havia 17 clubes republicanos, no Norte, e, ao sul, 56 em Minas, 48 em São Paulo, 32 no Rio Grande do Sul e 30 no Rio de Janeiro. A 7 de junho de 1889, foi organizado o ministério chefiado pelo Visconde de Ouro Preto, home enérgico, que tencionava liquidar com a ameaça republicana, removendo, de um ponto a outro, os militares suspeitos. Em 13 de setembro, Deodoro, regressando de Mato Grosso, recebeu calorosa manifestação, no Rio.
     Benjamin Constant, disposto a agir, procurou Deodoro em sua residência, reunindo também Bocaiúva, Rui Barbosa, Glicério, Aristides Lobo e outros. Deodoro buscou o apoio de Floriano Peixoto, então ministro. O movimento fora marcado para a noite de 15 para 16 de novembro, mas foi antecipado para o dia 14. O Marechal Deodoro, vencendo a resistência das forças policiais, intimou Ouro Preto a renunciar. Dom Pedro II desceu depressa de Petrópolis, procurando salvar o trono, convidando José Antônio Saraiva, para organizar novo ministério. Mas já era tarde. 
     A República foi proclamada e, no dia 17, a família imperial, a bordo do paquete Alagoas, seguia para o exílio. Foram recebidos em Lisboa, por D. Carlos a 7 de dezembro. No dia 28, a boníssima imperatriz D. Maria Cristina, falecia em Porto. O Imperador, doente de saudade da terra que tanto amara, faleceu em Paris, em 5 de dezembro de 1891. Seus corpos, em 1922, centenário da Independência, foram trazidos para o Brasil onde repousam, juntos, na Catedral de Petrópolis. Deodoro constituiu um Governo Provisório e escolheu o seguinte ministério: Bocaiúva, Exterior; Guerra: Benjamin Constant; Marinha: Eduardo Wandenkolk; Fazenda: Rui Barbosa; Justiça: Campos Sales; Agricultura: Demétrio Ribeiro. Depois, Floriano foi para a pasta da Guerra e Benjamim Constant para a da Educação. Esse Governo durou até 24 de fevereiro de 1891, quando se promulgou a Constituição.

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