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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

OS TECIDOS ANIMAIS

     Os organismos multicelulares (exceto os poríferos) são formados por uma infinidade de células. Cada uma delas tem uma forma e uma função determinada e, conforme suas características, agrupam-se formando os tecidos, ou seja, os tecidos são conjuntos de células integradas com uma mesma função. 
     Por exemplo: as células que cobrem ou protegem os órgãos se agrupam, formando o tecido epitelial; as células que transmitem o impulso nervoso formam o tecido nervoso, etc. Vamos conhecer, um a um, quais são os tecidos que compõem a organização dos vertebrados. Os animais invertebrados apresentam basicamente os mesmos tipos de tecido, porém com organização mais simples. 

Tecido Epitelial 
     O tecido epitelial pode ser de revestimento ou glandular. Os epitélios de revestimento protegem o organismo. Por exemplo: a pela humana é um tecido epitelial de revestimento que tem a função de proteger o corpo humano contra a desidratação, o atrito e as invasões de bactérias. Os epitélios glandulares formam as glândulas e têm a função de produzir secreções. Por exemplo: as glândulas lacrimais, as sudoríparas, o pâncreas, etc. 

Tecido Conjuntivo 
     O tecido conjuntivo une, envolve e reforça outros tecidos e tem a função principal de preenchimento de espaços e ligação de outro tecidos e órgãos. O tipo de células e a natureza do material intercelular que as separa caracterizam a estrutura e função desses tecidos, que são classificados em tecido conjuntivo denso (como o que forma os tendões, ligamentos, etc.) e frouxo, que forma o panículo adiposo da pele e o tutano dos ossos. 

Tecido Cartilaginoso 
     É um tecido elástico e flexível. Tem consistência mais rígida que os tecidos conjuntivos. Ele forma as cartilagens dos esqueletos dos vertebrados. Por exemplo: as orelhas, os brônquios, o nariz. Alguns peixes, como o tubarão e o cação, possuem todo o esqueleto cartilaginoso. A cartilagem das articulações, juntamente como líquido sinovial, diminui o atrito entre os ossos. A cartilagem dos discos invertebrais amortece os choques transmitidos à coluna pelo movimento do corpo. 

Tecido ósseo 
     O tecido ósseo constitui os ossos, que forma o esqueleto de todos os vertebrados, e é formado por uma substância intercelular muito sólida, que contém cristais de fosfato de cálcio, fibras colágenas e células características chamadas osteócitos. É juntamente com o tecido muscular, o principal sistema de sustentação. Nos ossos compridos observam-se os dois tipos de tecido ósseo: o compacto, na parte tubular, e o esponjoso, que se encontra na cabeça dos ossos e nos ossos curtos. 

Tecido Muscular 
     O tecido muscular compõe todos os músculos do corpo humano: a musculatura lisa involuntária, associada ao tubo digestório, a estriada cardíaca – miocárdio; e a estriada esquelética, relacionada com os movimentos, além de compor também a parede dos órgãos. As células que o constituem podem ser lisas com fibras mononucleares e sem estrias transversais (contraem-se lenta e involuntariamente) ou estriadas com fibras plurinucleadas e estrias transversais (podem esticar-se e encolher-se rapidamente e de maneira voluntária). 

Tecido Nervoso 
     O tecido nervoso forma o sistema que regula, controla e dirige todo o organismo. É capaz de receber estímulos do ambiente e do interior do próprio organismo, bem como interpretar esses estímulos e comandar as respostas a eles. Sua células são altamente diferenciadas, tanto que perdem a capacidade de se dividir. É constituído pelas células nervosas (neurônios), que conduzemimpulsos nervosos, e pelas células da neuroglia ou glia, que dão sustentação, nutrição e proteção aos neurônios. 
     O neurônio é composto pelo corpo celular e por prolongamentos ramificados – os dendritos, que são curtos e abundantes, e o axônio, que é um eixo longo; a maioria dos axônios é protegida por bainhas (de mielina e de Schwann). O impulso nervoso corre sempre na mesma direção: dos dendritos para o corpo celular e deste para o axônio. De um neurônio a outro, o impulso nervoso passa através do axônio de um para os dendritos de outro. O ponto de contato entre dois neurônios chama-se sinapse.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

OS TECIDOS VEGETAIS

     As células com formas e funções semelhantes interagem e agrupam-se, formando os tecidos. Os tecidos vegetais são: Tecido Meristemático ou de crescimento O tecido meristemático ou de crescimento dá origem a todos os outros. É o responsável pelo crescimento em comprimento – meristemas primários – e em diâmetro – meristemas secundários. 

Meristemas primários: descendem dos meristemas embrionários. Possuem grande capacidade de divisão. Encontramos meristemas no ápice do caule e da raiz nas gemas laterais do caule. 

Meristemas secundários: surgem a partir de células já diferenciadas, que se desdiferenciam (voltam à atividade embrionária) e readquirem a capacidade de dividir. 

Tecidos de Sustentação 

     A função desses tecidos é a mesma que o tecido ósseo desempenha para os animais vertebrados. São dois os tecidos que as plantas possuem, especializados na sustentação: o colênquima e o esclerênquima. 

Colênquima: formado por células vivas, fibras alongadas dotadas de paredes grossas e impregnadas de celulose sem liquifar. Possui cloroplasto, o que lhe confere uma cor esverdeada. Situa-se, em geral, abaixo da epiderme. 

Esclerênquima: formado por células mortas, com parede celular muito grossa e lignificada (fibrosa). Tecidos de Revestimento Os tecidos de revestimentos recobrem e protegem os órgãos do vegetal. 

     Encontramos o tecido epidérmico e o suberoso: 
Epidérmico: reveste as partes tenras da planta, parece uma coberta contínua de células vivas, aclorofiladas (incolores). É impermeabilizada pela cutícula (camada de cutina que recobre a epiderme), cuja espessura depende das condições ambientais onde a planta se encontra. No meio aquático a cutícula é mais fina do que numa região desértica. 
Suberoso: tecido protetor que se forma no caule e na raiz das plantas lenhosas a partir da morte da parte externa da epiderme. Portanto, é composta por células mortas, desprovidas de ar e com a parede impregnada de uma substância especial, a suberina.Possui capacidade protetora maior do que a epiderme, pois impede a transpiração e o acesso de parasitas ao interior da planta. 

Tecidos de Preenchimento ou Parênquimas 

     Os tecidos de preenchimento são formados de células vivas, com parede celular fina, permitindo a troca de gases. Desempenham várias funções específicas, dando lugar a vários tipos de parênquimas: 
Parênquimas clorofilados: células clorofiladas (ricas em cloroplastos). Realizam a fotossíntese e produzem substâncias orgânicas e nutritivas. Encontrados nas folhas e nos caules verdes. 
Parênquimas aclorofilados: funcionam como reservatório dos materiais sintetizados nos parênquimas clorofilados. São ricos em amido, óleos, gorduras, proteínas, etc. Encontrados nas raízes, nos frutos e nos caules. 

Tecidos Condutores ou Vasculares 

     Os tecidos condutores são equivalentes aos sistema sangüíneo dos animais, pois transportam a seiva bruta (água e sais minerais) e elaborada (açúcares) por todo o vegetal. Suas células são ocas e formam tubos, por onde circulam as seivas. Dependendo da substância a transportar, o tecido condutor pode ser xilema ou floema. 

Xilema ou lenho: é um tecido misto, formado por células vivas e mortas, cujos principais componentes são os traqueídes, fibras e células parenquimáticas. Sua função é conduzir a água e os nutrientes desde a raiz até as folhas. Quando a planta cresce em sua largura, as capas de xilema se lignificam e forma o lenho. 

Floema ou Líber: é igualmente um tecido misto. Sua função é conduzir as substâncias já elaboradas desde onde ocorre a fotossíntese para as demais partes da planta.

Oportunidade

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